terça-feira, 22 de abril de 2014

40.º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL | Guerra ou Paz, de Rui Simões



Guerra ou Paz, de Rui Simões
Cineclube do Barreiro
Domingo, 27 de Abril, 18h





Realização: Rui Simões
Género: Documentário
Língua original: português
Classificação: M/12
Portugal, 2014, cor, 97 min.

Com
António Setas, Arlindo Barbeitos, Cláudio Torres, João Freire, José Mena Abrantes, Luís Cília, Manuel dos Santos Lima, Manuela Torres, Rui Simões, Vasco de Castro. Participação especial: Eduardo Lourenço;
Carta ao 1.º ministro: Myriam Zaluar.

Sinopse
Entre 1961 e 1974, 100 mil jovens portugueses partiram para a guerra nas ex-colónias. No mesmo período, outros 100 mil saíram de Portugal para não fazer essa mesma guerra.
Em relação aos que fizeram a guerra, já muito foi dito, escrito, filmado. Em relação aos outros, não existe nada, é uma espécie de assunto tabu na nossa sociedade.
Que papel tiveram esses homens que «fugiram à guerra» na construção do país que somos hoje? Que percursos fizeram? De que forma resistiram?
Esta é a história que 'Guerra ou Paz' pretende contar: a dos jovens que se recusaram a participar numa guerra que não sentiam como sua, sem pôr em questão o seu amor à Pátria. Se há a figura do Soldado Desconhecido, este filme pretende retratar esse outro Homem Desconhecido que recusou ser soldado.
Mais informação em http://guerraoupaz-2010.blogspot.pt.

Rui Simões
(pelo próprio, em http://cargocollective.com/ruisimoes/biografia)
«Nasci em Lisboa, na Primavera de 1944. Comecei a trabalhar muito novo, e, correndo pelas ruas de Lisboa, levava barras de ouro para entregar às joalharias da cidade. Quando voltava, cobrava os recibos e passava pelos bancos para os depositar. Aos 15 anos já tinha visto muito ouro e decidi mudar o meu ramo de trabalho. Fiz as primeiras páginas amarelas e fiz ballet no Teatro de São Carlos, onde me apaixonei pelas pernas de uma bailarina, depois entrei no negócio da publicidade por conta própria, e no rock and roll. Foram os anos gloriosos da banda Sheiks. Casei com a bailarina, fugi da guerra colonial, e em 1967 nasceram os meus filhos, Laurent e Alexandre, na cidade de Bruxelas. Refugiado das Nações Unidas, estudei Ciências Sociais, História e Cinema.
Fui estafeta, dactilógrafo, empregado de escritório, chefe de departamento, tipógrafo, atleta, agente comercial, vendedor de carros, dançarino, publicitário, manager musical, empregado de metalurgia, lavador de janelas, vendedor de perfumes, babysitter, pintor, garçon de café e restaurante, animador de clube, bancário, bibliotecário, projeccionista de filme, fotógrafo de praia, fotógrafo de cena, motorista, revolucionário, situacionista, libertário, viajante, vendedor de livros, assistente humanitário, assistente de realização, director de produção, assistente de edição, técnico de som, operador de câmara, manager comercial, modelo, programador musical, director de imagem, jurado de concursos de beleza públicos e privados, treinador, professor, actor, fundador da divisão portuguesa da Amnistia Portuguesa, entre muitas outras coisas. Recebi muitos prémios e críticas, fui estudado e analisado, mas, por agora sou realizador e produtor de cinema, e pai da Alice, Carolina, Alexandre e Laurent.
Entre os anos de 1980 e 2002 não recebi nenhum apoio à produção de filmes do Instituto Português de Cinema, embora tenha apresentado projectos para quase todas as competições de ficção e documentário. Foram 22 anos de castigo, sou português.»
Filmografia detalhada de Rui Simões em www.curtas.pt/agencia/realizadores/1009/.


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