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quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Há Festa na Aldeia - Jacques Tati (19 de Agosto, 21h30, Pq. Catarina Eufémia)
Ficha do evento @ Facebook
Ficha Técnica
Título: Há Festa na Aldeia
Título original: Jour de fête
Realização: Jacques Tati
Argumento: Jacques Tati, Henri Marquet, René Wheeler
Filmagens: 1947
Estreia (versão a preto e branco): 1949
Restauro da versão a cores: 1995
País: França
Duração: 80 min.
Género: Humor
Classificação: M/12
Intérpretes: Guy Decomble, Jacques Tati, Paul Frankeur, Santa Relli
Site: IMDb
Sinopse:
A pequena aldeia de Sainte-Sévère prepara-se para a festa anual. As ruas estão enfeitadas com flores e bandeiras. Os forasteiros chegam com as suas caravanas para montar o carrocel, a lotaria, o cinema ambulante e as barracas de tiros. A esplanada do café está pronta a acolher o baile popular. Entretanto, alguns dos habitantes brincam com o carteiro François, embriagando-o e levando-no a assistir a um filme sobre os métodos revolucionários de distribuição de correio nos Estados Unidos. E François resolve pôr em prática algumas das ideias do filme, para tornar o seu trabalho mais produtivo...
Comentário:
Nesta sua primeira longa-metragem, onde Jacques Tati explora o "conflito" entre as tradições populares da França provinciana e o progresso e a modernidade do pós-2ª Guerra Mundial, foi utilizada uma película a cores do processo Thomson Color. Contudo, por precaução, filmou simultaneamente com uma segunda câmara, com película a preto e branco.
Por ser um processo a cores experimental, não lhe foi possível revelar a película e Tati decidiu utilizar a versão a preto e branco, que estreou em 1949. Descontente com o resultado, em 1964, o realizador lança uma nova versão do filme, com novas filmagens e chegando mesmo a pintar à mão alguns dos planos. Finalmente, em 1995 é lançada uma versão restaurada do filme a cores.
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a noite dos parques vivos,
Jacques Tati
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
A Noite dos Parques Vivos - Alteração da programação
Contrariamente ao planeado, o Cine Clube do Barreiro não irá exibir o filme JOHNNY STECCHINO, na noite de 19 de Agosto.
Na impossibilidade de contarmos com a comédia do realizador italiano Roberto Benigni, propomos como alternativa o filme JOUR DE FÊTE / HÁ FESTA NA ALDEIA, de Jacques Tati.
Pedimos desculpa pela mudança de planos.
Sexta-feira dia 19 de Agosto, pelas 21h30
Local: centro do Parque Catarina Eufémia, Barreiro
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Na impossibilidade de contarmos com a comédia do realizador italiano Roberto Benigni, propomos como alternativa o filme JOUR DE FÊTE / HÁ FESTA NA ALDEIA, de Jacques Tati.
Pedimos desculpa pela mudança de planos.
Sexta-feira dia 19 de Agosto, pelas 21h30
Local: centro do Parque Catarina Eufémia, Barreiro
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segunda-feira, 25 de julho de 2011
O Meu Tio - Jacques Tati (29 de Julho, 21h30, Pq. Catarina Eufémia)
Ficha do evento @ Facebook
Ficha Técnica
Título: O Meu Tio
Título original: Mon oncle
Realização e argumento: Jacques Tati
Colaboração artística: Jacques Lagrange e Jean L'Hôte
Banda sonora: Franck Barcellini e Alain Romans
Ano: 1958
País: França, Itália
Duração: 111 min.
Género: Humor
Classificação: M/12
Intérpretes: Jacques Tati, Jean-Pierre Zola, Adrienne Servantie, Alain Becourt, Lucien Fregis, Dominique Maire
Site: IMDb
Sinopse:
O senhor e a senhora Arpel têm uma casa moderna num quarteirão asséptico. Eles têm tudo, conseguiram tudo, na casa deles é tudo novo: o jardim é novo, a casa é nova, os livros são novos. Neste universo tão confortável, tão clean, tão high-tech, tão bem programado, o humor, os jogos e a sorte não têm lugar. E o filho Gérard aborrece-se de morte. É então que irrompe o irmão da senhora, o tio, o Sr. Hulot. Personagem inadaptada, habituada ao seu mundo caloroso, vai, para delírio do sobrinho, virar tudo de pernas para o ar.
Comentário:
«"Mon Oncle" é um filme de 1958, mas que permanece tremendamente actual nos dias de hoje. Representando um período pós-guerra em França, fala-nos da orientação para ambientes "futuristas", retratando a evolução do design em contraste com os ambientes tradicionais vividos num bairro normal francês. Para além disso, mostra-nos a valorização exacerbada pelas classes média-alta a esses valores, em detrimento de valores de maior proximidade com o outro.
O maior fascínio da obra de Jacques Tati é a linguagem simples sobre assuntos bastantes complexos. Num argumento onde os diálogos são quase inexistentes (aliás, Monsieur Hulot só diz uma única frase durante todo o filme), Tati consegue retratar um ambiente de cinema mudo, onde o riso surge expontaneamente em resposta às acções das personagens, mas consegue também concentrar a nossa atenção para todos os aspectos não verbais, que acabam por servir como metáforas das questões que Tati levanta. Como se costuma referir em alguns livros de guionismo, "se puderes retratar uma ideia, uma emoção ou conceito através das acções das personagens fá-lo, não utilizando diálogos para isso". Tati consegue fazer isso de forma magistral, criando-me curiosidade para descobrir a sua restante obra.»
(autoria: Nuno Cargaleiro)
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